O risco dos dashboards na psicologia: por que escalas não resumem a terapia

Escalas ajudam muito. Mas talvez não resumam toda a complexidade da terapia.
Nos últimos anos, o uso de escalas psicológicas, monitoramento contínuo e modelos de Measurement-Based Care (MBC) ganhou bastante espaço na prática clínica.
E isso é extremamente importante.
A utilização sistemática de instrumentos clínicos pode ajudar o profissional a:
- monitorar sintomas
- acompanhar funcionalidade
- reduzir vieses de percepção
- identificar agravamentos precoces
- avaliar evolução terapêutica ao longo do tempo
Além disso, modelos como Routine Outcome Monitoring (ROM — Monitoramento de Resultados de Rotina) e Feedback-Informed Treatment (FIT — Tratamento Informado por Feedback) vêm demonstrando que a utilização contínua de dados clínicos pode contribuir para melhores desfechos terapêuticos e redução de abandono.
👉 O problema talvez não esteja nas escalas.
Talvez esteja na forma como a longitudinalidade vem sendo reduzida, em alguns contextos, a simples monitoramento psicométrico.





