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Exemplo de Evolução Psicológica em Terapia Infantil: Modelos SOAP para Psicólogos

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Exemplo de Evolução Psicológica em Terapia Infantil: Modelos SOAP para Psicólogos

A documentação clínica é uma parte fundamental da prática psicológica. Na terapia infantil, os registros precisam contemplar não apenas os relatos verbais da criança, mas também aspectos observáveis do comportamento, interações lúdicas, expressão emocional e participação nas atividades propostas.

O método SOAP é uma das formas mais organizadas de registrar a evolução clínica, permitindo acompanhar o processo terapêutico de maneira clara, ética e consistente ao longo do tempo.

Neste artigo você encontrará exemplos práticos de evolução psicológica infantil utilizando o modelo SOAP.

O que é o método SOAP?

SOAP é uma estrutura de registro clínico composta por quatro componentes:

S (Subjetivo) – Relatos da criança, responsáveis ou informações trazidas durante a sessão.

O (Objetivo) – Observações comportamentais realizadas pelo profissional.

A (Avaliação) – Interpretação clínica e análise da evolução do caso.

P (Plano) – Condutas, objetivos e direcionamentos para as próximas sessões.

Exemplo 1: Ansiedade de Separação

S – Subjetivo

Mãe relata que a criança apresentou choro intenso ao ser deixada na escola durante a semana. A criança verbaliza sentir medo de que algo aconteça com a mãe enquanto está distante dela.

O – Objetivo

Durante a sessão, apresentou resistência inicial à entrada na sala, buscando contato frequente com a responsável. Após atividade lúdica estruturada, demonstrou redução gradual da ansiedade e maior participação nas brincadeiras propostas.

A – Avaliação

Observam-se manifestações compatíveis com ansiedade de separação, com impacto em situações escolares e momentos de afastamento da figura de apego. Mantém boa capacidade de vinculação terapêutica e resposta positiva às intervenções de acolhimento.

P – Plano

Dar continuidade ao trabalho de reconhecimento emocional e desenvolvimento gradual de estratégias de enfrentamento para situações de separação. Realizar orientação parental sobre reforço de comportamentos de autonomia.


Exemplo 2: Dificuldades de Socialização

S – Subjetivo

Responsáveis relatam dificuldades frequentes em situações de compartilhamento com outras crianças e episódios recorrentes de conflitos em atividades coletivas.

O – Objetivo

Durante jogos terapêuticos, a criança apresentou dificuldade em respeitar regras e tolerar frustrações, demonstrando irritação quando contrariada. Necessitou mediação em diversos momentos para continuidade das atividades.

A – Avaliação

Persistem dificuldades relacionadas ao desenvolvimento de habilidades sociais e regulação emocional diante de limites e situações competitivas. Observa-se boa capacidade de compreensão após intervenções e feedbacks durante a sessão.

P – Plano

Manter intervenções focadas em habilidades sociais, reconhecimento de emoções e tolerância à frustração. Introduzir atividades cooperativas nas próximas sessões.


Exemplo 3: TDAH Infantil

S – Subjetivo

Responsáveis relatam dificuldade de concentração durante atividades escolares e necessidade frequente de supervisão para conclusão de tarefas.

O – Objetivo

Apresentou elevada atividade motora durante a sessão, alternando rapidamente entre estímulos. Demonstrou melhor engajamento em atividades curtas e estruturadas com apoio visual.

A – Avaliação

Observa-se padrão consistente de desatenção e impulsividade, com discreta melhora na manutenção do foco quando utilizadas estratégias adaptadas ao perfil da criança.

P – Plano

Prosseguir com intervenções voltadas à autorregulação, organização comportamental e ampliação gradual do tempo de permanência em atividades direcionadas. Reforçar orientações aos responsáveis.


Exemplo 4: Dificuldades de Regulação Emocional

S – Subjetivo

Pai relata episódios frequentes de irritabilidade e explosões emocionais diante de situações consideradas frustrantes pela criança.

O – Objetivo

Durante atividade simbólica, a criança representou situações de conflito utilizando personagens. Demonstrou dificuldade inicial para identificar emoções, necessitando auxílio para nomeação dos sentimentos observados.

A – Avaliação

Mantêm-se dificuldades relacionadas à identificação e expressão adequada das emoções, com baixa tolerância à frustração em determinados contextos.

P – Plano

Continuar trabalho de alfabetização emocional, identificação de sentimentos e desenvolvimento de estratégias de enfrentamento adaptadas à faixa etária.


Cuidados ao Registrar Evoluções em Terapia Infantil

Ao elaborar registros clínicos infantis, é importante:

  • Descrever comportamentos observáveis.
  • Evitar julgamentos ou rótulos.
  • Registrar informações relevantes trazidas pelos responsáveis.
  • Relacionar observações às hipóteses clínicas em acompanhamento.
  • Manter linguagem técnica, objetiva e ética.

👉 Veja nosso guia completo sobre evolução psicológica e aprenda como realizar registros clínicos de forma ética, organizada e eficiente.

Como um Prontuário Eletrônico Pode Facilitar os Registros

O uso de um prontuário eletrônico permite padronizar a documentação clínica, organizar evoluções por paciente e acompanhar a trajetória terapêutica ao longo do tempo.

Além de facilitar o preenchimento do método SOAP, sistemas especializados podem auxiliar na análise longitudinal da evolução clínica, identificação de padrões e acompanhamento dos objetivos terapêuticos.

👉 Saiba como elaborar um prontuário psicológico com exemplos práticos de registros clínicos e evoluções.

👉 Sistema Clínico Longitudinal para Psicólogos

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